Conecte-se conosco

Facebook Twitter Canal YouTube

Página Inicial

Loja

Sobre o Centro

História

Missão

Serviços

Aulas

Traduções

Intérprete

A China

Arte Marcial

Clássicos Literários

Cultura

Culinária

Filmes

História

Invenções

Qìgōng

Dámó Qìgōng

Gù Jīng Gōng

Língua Chinesa

Ideogramas

Pin Yin

Artistas Chineses

Bandas de Música

Estudando Mandarim

Ferramentas

Músicas

Jogos

Notícias

Contato

Links

 

Dámó Qìgōng (达摩气功) >> Dámó (达摩) e o Dámó Qìgōng (达摩气功)

 

Dámó (达摩) e o Dámó Qìgōng (达摩气功)

 

Bodhidharma, transliterado na China como Pú Tí Dá Mó (菩提达摩) ou simplesmente Dámó, e conhecido como Daruma Dashi no Japão, foi um Mestre Budista Iluminado a quem é dado o crédito de ter trazido o Zen (chán “禅”) Budismo para a China, além de ter criado a arte marcial do templo Shàolín (少林).

Bodhidharma começou sua vida como um príncipe real na família de Sardilli, em 482 d.C., na Índia, em Kanchi, capital do reino sulista indiano de Pallava. Ele era a terceira criança do rei Sugandha e membro da casta dos xátrias (Kshatriyas em hindu) ou guerreiros. Teve a sua infância em Conjeeveram (também conhecida como Kanchipuram ou Kancheepuram), uma província budista no sul de Madras.

No meio de sua educação e treinamento para seguir os passos de seu pai como rei, Bodhidharma teve a chance de receber os ensinamentos de Buda. Ele imediatamente percebeu a verdade nas palavras do senhor Buda e decidiu abrir mão de sua estimada posição e herança para estudar com o famoso professor budista Prajnatara. Bodhidharma progrediu rapidamente em seus estudos sobre o budismo e Prajnatara o enviou para introduzir os ensinamentos budistas da seita Sarvastivada na China, onde o budismo tinha começado a perecer. Bodhidharma chegou na China após uma brutal travessia nas perigosas montanhas do Himalaia, no Tibet, sobrevivendo tanto as condições extremas como aos bandidos traiçoeiros.

Com a chegada de Bodhidharma na China, o imperador Wŭ, (武帝) um budista devoto, o convocou para uma audiência. Durante o encontro inicial, Wŭ perguntou a Bodhidharma que mérito ele havia conseguido por todas as boas ações que tinha feito; por ter construído inúmeros templos e por ter feito doações aos monastérios em todo o seu território.
Bodhidharma respondeu: “Nenhum mérito.”
Perplexo, o imperador então perguntou: “Bem, qual é o ensinamento fundamental do Budismo?”
“O vasto vazio,” foi a resposta desconcertante.
“Escute” disse o imperador, perdendo agora toda a paciência, “Quem você pensa que é?”
“Eu não tenho a mínima idéia,” Bodhidharma respondeu.
Com esta resposta, Bodhidharma foi banido da corte do imperador.

Ele então seguiu para Luòyáng (洛阳), cruzando o torrencial rio Yángzǐ Jiāng (扬子江) apenas sobre uma folha (esta história legendária é famosa na China) e escalou a montanha Xióng Ĕr Shān (熊耳山), na cordilheira de Sōng Shān (嵩山), onde o templo Shàolín se localizava, mas os monges recusaram a sua admissão. Bodhidharma então partiu para uma pequena caverna, aproximadamente a uma milha do templo Shàolín, e sentou em meditação pelos nove anos seguintes, virado para uma parede de rocha, queimando supostos furos em sua superfície por tê-la olhado fixamente. Ele deixou também uma sombra na parede de rocha e os visitantes da caverna de DáMó, na China, podem ter tal visão. Somente então os monges prestaram respeito à Bodhidharma e permitiram a sua entrada no templo Shàolín.

Bodhidharma, no verdadeiro espírito de Mahāyāna, foi movido pela compaixão quando viu a terrível condição física em que os monges se encontravam por levarem uma vida de estudos, fazendo cópias de textos importantes e por praticarem longos retiros de meditação. Isto os fez espiritualmente fortes, mas fracos fisicamente. O método deles de meditação causava sonolência e recordando a experiência de Shakyamuni quando jovem, que quase morreu praticando ascetismo, Bodhidharma informou aos monges que ensinaria a eles um conjunto de práticas originada do dharma de Buda que incorpora um programa duplo com meditação e treinamento físico.

Bodhidharma criou um programa de exercícios para os monges que envolvia técnicas físicas que eram eficientes em fortalecer o corpo. Quando Bodhidharma instituiu estas práticas, seu interesse primário era fazer os monges se tornarem o suficiente fortes fisicamente para suportar tanto o estilo de vida isolado, quanto a grande demanda que o treinamento em meditação exigia. Mas as técnicas ensinadas mostraram ter uma segunda finalidade: a de ser um sistema muito eficiente de luta, que evoluiu para o estilo de arte marcial chamado Shàolín Gōng Fu (少林功夫). O treinamento nas artes marciais ajudou aos monges a defenderem-se contra invasores e bandidos. Bodhidharma ensinou que as artes marciais devem ser usadas para a autodefesa, e nunca para ferir ou causar dano aos outros desnecessariamente. De fato, um dos mais antigos axiomas Shàolín diz que “quem se envolve em um combate já perdeu a batalha.”

Bodhidharma, um membro da classe indiana de guerreiros e um mestre da luta com bastão, desenvolveu um sistema dinâmicos da tensão. Estes movimentos foram primeiramente impressos em 550 d.C. como Yì Jīn Xĭ Suĭ Jīng (易筋洗髓經), ou o clássico da transformação dos músculos-tendões e da lavagem da medula óssea.

Na verdade, os tendões mencionados significam os meridianos na teoria da acupuntura e geralmente indicam os doze meridianos regulares e os oito meridianos especiais, enquanto que medula óssea significa o coração. De fato, a teoria da acupuntura teve sua origem nas práticas taoístas e os meridianos têm um papel chave para a existência material do ser humano. Transformar os meridianos, desta forma, implica em abrir todos os canais através do corpo e livrá-los de todos os bloqueios. Quando tal objetivo é conseguido, o Qì (气; energia, força vital) “levanta-se” em abundância para desempenhar sua função e gradualmente muda o corpo material em todos os seus aspectos. Quando todos os canais estão abertos, o Qì circula livremente sem nenhum obstáculo e o praticante primeiramente passa a possuir o poder para resistir a invasão de doenças. Se a prática persistir sem qualquer interrupção, chegará o momento em que o poder interno de defesa poderá se sobrepor a qualquer doença existente. Como resultado, as pessoas podem obter saúde e bem-estar físico duradouros.

Entretanto, quando o coração sempre deseja e procura as coisas externas e nunca se encontra em um instante de quietude, os desejos e paixões poluem as entranhas e as vísceras através do coração. Sob tais circunstâncias, quem pode garantir que se esteja livre eternamente de qualquer doença?

Com a mudança dos tendões podemos fortalecer fisicamente, de fora para dentro, a existência material de nossos corpos, enquanto que com a lavagem da medula óssea conseguimos a quietude e o vazio infinitos internamente. Procurando a causa sem descanso, quem pode dizer que não se pode obter a eternidade?

Esta é a origem do Dámó Qìgōng (达摩气功) e atualmente foram incorporados novos elementos a ele após longo tempo de desenvolvimento e evolução. Este sistema é completo e pode atender a maioria das necessidades práticas das pessoas, incluindo a cura de doenças crônicas, a posse de bem-estar, paz espiritual e a obtenção do Dào (道) e  do nirvana.

Bodhidharma morreu em 539 d.C. no templo Shàolín aos 57 anos de idade e durante sua vida teve muito poucos discípulos. Ele transmitiu o patriarcado de sua linhagem para Huìkě (慧可). Alguns anos após sua morte, um funcionário chinês relatou que teve um encontro com Bodhidharma nas montanhas da Ásia central. Segundo o relato, Bodhidharma estava carregando um cajado no qual estava pendurada uma única sandália e disse ao oficial que estava retornando para a Índia. Quando esta história alcançou seus companheiros monges na China, estes decidiram abrir o seu túmulo, mas dentro não havia nada, exceto uma sandália. De fato, na teoria chinesa da alquimia, tal habilidade não representa nada de especial. Contudo, para as pessoas comuns isto é impossível. Por quê? Porque as pessoas só conhecem a existência e desconhecem a não-existência. Somente ambas podem constituir uma entidade quando se combinam; uma parte formando o exterior e a outra o interior.

Bodhidharma foi um ser extraordinário que permanece como exemplo e inspiração aos praticantes de hoje. Ele é a fonte de muitas estórias miraculosas sobre a ferocidade e dedicação ao Dào. Uma dessas lendas conta que Bodhidharma ficou frustrado uma vez ao meditar porque caiu no sono e por isso tirou suas pálpebras para impedir que isso acontecesse novamente. Existe ainda outra lenda que conta que Bodhidharma meditou durante tanto tempo que seus braços e pernas caíram. Estas estórias são um lembrete aos praticantes da verdadeira dedicação e devoção necessárias na prática da meditação.

Veja também:

- Exercício preparatório: bā duàn jĭn (八段锦) - As Oito Peças de Brocado

- Prática do Dámó Qìgōng (达摩气功)

- Meditação Jejum do Coração-Mente

 

Topo